Um ano…
Agora ele é um cheiro, uma boa mesa, um ruído em um sonho, uma flor branca, uma roupa colorida, um bilhete em meio a um livro, uma fotografia gasta pelo afago.
Ele agora é estrela, é grama, é pó. Agora, um pouco dele sou eu, somos nós. É saudade, ternura. Agora ele é “luz”. Luz? Apenas pela velocidade com que foi embora. Sumiu. Acabou. Fim da linha. O descanso eterno.
Ele, agora, não é. E eu sou só vazio.
Levantar e seguir. Os dias são longos e, para muitos, pouco importa o passado.
Lindo, Paula. Ele, agora, não é; mas está sempre um pouco por aqui, pelo menos comigo: é impossível me esquecer dele, assim como não deixo de pensar em meus avós. Certas palavras dele são muito lembradas por mim, e isso me deixa muito feliz, pois é a coisa mais linda que alguém pode deixar da sua vida: a parte que ainda está por aqui sempre desperta não lágrimas, mas pequenos sorrisos pela companhia extraordinariamente agradável que era a dele. Saudades! E você, fique bem!