Impressões Seresteiras

Palavras Segmentadas e Revistas Cruzadas

Publicado em Jornalismo, Para aprender por paulanadal em novembro 9, 2009

 

paula_debates

Eu, durante o debate na UniBrasil

 

 

Aqui vai um link para o blog do IV Ciclo de Debates em Jornalismo e Novas Produções Midiáticas da UniBrasil, em Curitiba, que começou hoje e vai até a próxima quarta, dia 11.

Hoje pela manhã fiz a minha participação ao falar um pouco sobre jornalismo de revista e minha experiência como repórter de cultura, nas colaborações que tenho feito para a BRAVO!

Em breve, comentários.

http://4ciclodedebates.blogspot.com/

Novo Desafio

Publicado em Para aprender por paulanadal em outubro 5, 2009
Eu, em palestra sobre a Praça Victor Civita na Escola Desafio

Eu, em palestra sobre a Praça Victor Civita na Escola Desafio

Os lanches do Desafio… Palha italiana, sucos, aquele sanduíche embalado em papel alumínio. O gosto ainda está na boca, mesmo com todos os anos que se passaram.

Os amigos do Desafio… Mantenho contato com vários deles até hoje.

A formação do Desafio… Ensinou a pensar.

Estudei no Desafio dos 4 aos 11 anos. De lá para cá a escola mudou muito, embora ainda acredite na cidadania e na valorização dos indivíduos como fundamentais. E neste ponto, a escola mudou nada. Neste, e no professor de Ciências. Grande Márcio!

Foi ele quem me convidou para ir à escola e contar a cerca de 80 alunos entre 5ª e 8ª séries a história da Praça Victor Civita. Divertidíssimo. A sensação de voltar às origens foi ótima. E não se trata de altruísmo ou simples gratidão. Trata-se de obrigação. Afinal, foi no Desafio que aprendi a compartilhar conhecimentos. Foi lá que desenvolvi um olhar crítico com relação a estar no mundo.

Minha preocupação com o entendimento dos alunos logo foi embora com as perguntas inteligentes que recebi. E alguns professores também participaram da minha festa.

Adorei!

Agora é esperar o resultado na próxima Feira de Ciências, que vai tratar do tema “Sustentabilidade”. Sem pieguices. Com o olhar apurado de quem passou por um Desafio para seguir em frente.

Curso de Humanidades: Módulo III

Publicado em Para aprender por paulanadal em agosto 21, 2009
A home do site oficial do Curso de Humanidades (by Webkeepers)

A home do site oficial do Curso de Humanidades (by Webkeepers)

Na próxima segunda, dia 24, começa o terceiro módulo do Curso Livre de Humanidades – treinamento pelo qual sou responsável aqui na Abril.

No último módulo da edição de 2009 vamos falar sobre História da Arte Moderna e Contemporânea, com a professora Fernanda Proença – mestre em Estética e Filosofia da Arte pela USP.

E no dia 28, às 19 horas, Fernanda vai comandar um bate-papo com os artistas plásticos Nicholas Petrus, Marcela Tiboni e Tatiana Blass sobre um panorama das produções brasileiras na primeira década do século XXI.

O programa acontece no auditório da Editora Abril e é aberto a funcionários. Mais informações podem ser obtidas pelo site oficial do curso: www.abril.com.br/cursodehumanidades/.

Ao meu pai

Publicado em Para aprender por paulanadal em março 19, 2009

Só me pergunto qual o motivo de tanto sofrimento. Qual o motivo de tanta angústia. Com todas as coisas já inventadas, não se tem as respostas para coisa alguma. Ninguém sabe nada, ninguém se arrisca, ninguém palpita. Todo mundo se exime. As pessoas se eximem da responsabilidade de ser o que são. E depois, o que vem? Nada? Acabou? Ele diria que sim. E eu não gostaria que isso fosse verdade, para continuar pensando que um dia vou tê-lo para sempre ao meu lado. Ao nosso lado. Com aquele “rancho alegre” desafinado e a companhia do radinho de pilha. Aquele cafuné-melhor-do-mundo, com gosto de mignon ao molho de uvas Itália e a sensação de exímia inteligência ao terminar, em menos de 5 minutos, uma ou duas páginas de palavras cruzadas nível dificílimo. Será a saudade um amor que fica? Peço aos deuses, aos anjos, aos orixás, às fotografias, aos amigos, aos móveis para que façam o melhor por ele. Mas o que eu queria mesmo era tê-lo por perto. Bem perto. Para eu cuidar do mesmo modo como ele cuidou de mim. E como cuidou! Foi o mais carinhoso, o mais amável, o maior incentivador, o mais rígido dos pais. Foi a minha lei. A minha referência. E tudo o que eu queria ela que ele acordasse - e me acordasse - para rirmos deste pesadelo. Por enquanto não há desfecho, só um medo e um buraco. Enorme, sem luz e sem fundo. Não quero que ele sofra mais. Já passou por muita coisa nesta vida. Não quero que os outros sofram. Não assim. Não por isso. Não quero sofrer, mas não sinto, sequer vontade de falar. Como por obrigação para não criar ainda mais problemas. Durmo de vez em quando, no momento em que a falta de forças me consome. Não consigo ficar sozinha. Estou em pé à base de remédios. E ele é tão forte. Muito mais forte do que imaginávamos. Ele resiste. Abre e fecha os olhos, mede o entorno com o olhar sacrificante. Dia desses mexeu um pé. Na última vez em que nos vimos chorou. E eu vou chorar a vida toda sem ele. Ele cantou comigo, brincou, mexeu, carregou, castigou, alimentou, duvidou, incentivou, deu o primeiro diário, os primeiros livros, casa, escola, carinho. Ensinou as melhores receitas, fez as melhores festas, serviu os melhores banquetes. Fez meu caráter, minhas crenças, minha opinião, meus valores. É um grande homem e sempre será. Espero poder retribuir um pouquinho disso tudo um dia. Espero crescer como ele cresceu (e ser bem ais do “salsicha do frigorífico Wilson’). Anseio ter poderes para salvá-lo. Clamo para que viva! Bem. Para que o amor possa ser compartilhado. Para que eu possa fazer um cafuné-melhor-do-mundo nele. Para ter mais conversas como aquela que tivemos em janeiro. Para comprar um ‘casaco amarelejo’  e brilhar no escuro, como ele sempre fez. Para construir mais Praças e vê-lo encantar-se ao passear. Para ouvir aquela conversa gritada à moda italiana. Para que ele e minha mãe vivam felizes até o dia em que resolverem, juntos, dormir, e dormir e dormir… Que ele não sofra. Que as melhores coisas e as melhores pessoas estejam com ele. Junto do meu amor, que é infinito.

É impossível dividir a dor. Que eu tenha forças e saiba viver o que tiver que viver.

Amo você, pai.

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Carpool

Publicado em Para aprender por paulanadal em fevereiro 2, 2009

Quero ser uma adepta do Carpool, a chamada Carona Solidária. Alguém me dá carona?

Hoje, para chegar ao trabalho – um trajeto que demora cerca de 20 minutos com trânsito em boas condições – demorei 45 minutos. Cheguei ao ponto de ônibus às 8h15. O primeiro ônibus que me servia estava parado no ponto. Quebrado. Esperei o próximo. 8h30. Virou a esquina, dei o sinal e o ônibus parou. O motorista desceu e veio em minha direção. Não, ele não é um gentleman, nem um psicopata.

- Moça! O ônibus tá quebrado!

Mais um? O segundo, da mesma linha, quebrado no mesmo dia, justamente na hora em que preciso ir ao trabalho. Humpf!

8h45. Finalmente faço sinal para um veículo em condições de operação. Ele anda. Pouquíssimos quilômetros por hora, mas anda. Cheguei às 9h30 no trabalho.

As pessoas voltaram das férias, as crianças voltaram para a escola e os carros voltaram para as ruas. Saudades de janeiro.

E para evitar mais congestionamentos de 266 quilômetros, como aquele que parou São Paulo no final do ano passado (em outubro? Novembro?), sou adepta da carona solidária. Sempre fui. Mesmo quando andava no conforto do meu carro no Paraná.

Durante a meia-hora em que permaneci na parada de ônibus hoje, o que mais vi eram carros com os motoristas. Apenas com os motoristas. Pelo menos quatro lugares cintilantes em cada automóvel e os carros andando com seus motoristas “ternados”. Todos descendo a mesma rua que eu desceria com o ônibus. Todos indo na mesma direção.

Aceito caronas sentido Centro – Pinheiros. Nem exijo que a pessoa escute Bach enquanto dirije. Muito menos Horace Silver. Ponho fones no ouvido e o motorista pode ouvir até o Zezé. Desde que seja prudente e confiável. Ajudo nas despesas com o combustível. Falo inglês, francês, espanhol e até arrisco algumas palavras em mandarim. Posso me calar, se for conveniente. O barulho da minha respiração não deve incomodar e prometo deixar sobre o assento somente as bactérias sob as quais não tenho controle.

Dá para aliviar os problemas do transporte público e ainda exercitar o altruísmo.

Se ouvir Horace Silver, parfait!

 

Um link para matéria sobre “carpool” publicada no Planeta Sustentável: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_283575.shtml

Lixo espacial e Star Trek

Publicado em Para aprender por paulanadal em janeiro 27, 2009
Imagem da 'sujeirinha' presa na atmosfera terrestre

Imagem da 'sujeirinha' presa na atmosfera terrestre

Hoje li uma notícia informando que os restos mortais do criador de “Jornada nas Estrelas”, Gene Roddenberry, e sua primeira-dama, Majel Barrett Roddenberry, morta em 18 de dezembro de 2008, serão encapsulados por uma empresa especializada e devidamente enviados ao espaço em 2010, para nunca mais voltar.

Mais uma amostra de lixo espacial expresso! Já pararam para pensar em quantos satélites artificiais, foguetes, ônibus espaciais, peças perdidas, radares e restos mortais de criadores de séries televisivas mundialmente conhecidas flutuam pelo espaço sideral?

Desde os anos de guerra fria e da corrida espacial até hoje (e lá se vão pelo menos quarenta anos), jamais se pensou em “processar” o lixo espacial. E esses detritos permanecem girando em torno da Terra a uma velocidade de 28 mil quilômetros por hora. Estima-se que mais de 50 mil objetos já tenham sido colocados em órbita e, eventualmente, alguns tecos de lixo (que podem pesar gramas ou toneladas) escapam da atmosfera e caem em solo terrestre. Cerca de 35 objetos provenientes de lixo espacial conseguem penetrar pela atmosfera todos os meses, sem serem dissipados pela mesma. Um número relativamente pequeno, mas que deve preocupar com o passar dos anos e com o acúmulo cada vez maior de lixo ‘extraterreste’. Por enquanto, não devemos presenciar nenhum acidente que  alavanque o negócio dos “voos funerais espaciais”.

Cursos Gratuitos na Universidade de Yale

Publicado em Para aprender por paulanadal em janeiro 15, 2009

Vi no site do Ricardo Lombardi e resolvi linkar aqui também. A Universidade de Yale oferece vários cursos abertos e gratuitos, com vídeo-aulas e materiais didáticos para impressão. Um dos mais ineteressantes é este, a respeito da história da Grécia Antiga. O outro que vi e gostei é sobre a morte. Endereços abaixo:

 http://oyc.yale.edu/classics/introduction-to-ancient-greek-history/

http://oyc.yale.edu/philosophy/death/

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