A Queda da UNIBAN
Vale a pena conferir:
Sou Rio
Solução para um mundo aflito: abrir a empresa de assessoria de comunicação para a empreiteira que vai executar as obras no Rio até 2016.
Sem dúvidas que a realização de um evento como a Olimpíada em terra brasilis é um marco. Como bem se sabe, jamais os jogos aconteceram em países sul-americanos. Como bem se sabe, pode ser uma boa oportunidade de mostrar o Brasil ao mundo. E que os brasileiros saibam valorizar o que ainda nos resta de melhor, em detrimento dos problemas que temos – que não são poucos.
O questionamento aparece pelo Carnaval eterno. Se o Rio vencer fazemos o Carnaval nas areias de Copa. Se não, fazemos o Carnaval nas areias de Copa. Tal qual disse o Gabeira, em um texto publicado na Folha, na sexta-feira, antes do anúncio oficial, se perdermos, não há nada que alguma música e alguma bebida não resolvam.
Sem dúvidas há o que comemorar, mas é preciso cautela e algum olhar apurado. Quantos já começam a festejar os sete anos de superfaturamento que temos pela frente? E os elefantes brancos que podem sobrar depois dos jogos – assim como aconteceu com obras feitas para o Pan?
Há momentos em que é preciso cessar o Carnaval e pensar.
Mas as pessoas sentem medo do silêncio.
Na esquina Café com Leite

Grupo se apresenta na inauguração do Espaço Minas
O lugar escolhido para montar o Espaço Minas – um escritório do governo mineiro em São Paulo – não poderia ser mais sugestivo: a útlima esquina da Avenida Paulista, que encontra, justamente, com a Rua Minas Gerais.
O casarão vinha sendo reformado há meses (passo todos os dias em frente e adoraria habitar a dita residência) e a festa de inauguração serviu para mostrar que os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) têm ensaiado o discurso minuciosamente. Um sorriso amarelo aqui, uma jogada de responsabilidade para lá. Ambos reiteram apoio mútuo, seja qual for o candidato escolhido para disputar as eleições presidenciais no ano que vem.
Por hora, uma dupla tucana está fora de cogitação – ao menos no discurso. É esperar e ver o que acontece quando uma das crianças perder o doce.
Por enquanto, bebamos gole a gole uma xícara de café com leite.
- Açúcar ou adoçante, senhor?
20 anos
Dizem que somente 20 anos depois nos damos conta da importância de alguns feitos na história do mundo. O Muro de Berlim caiu em novembro de 1989, há quase vinte anos. A Coreia do Norte há pouco lançou o terceiro míssil… Quase vinte anos depois.
Sintomático. No mínimo.
Sobe!
Andar de metrô em São Paulo é uma atividade que se torna mais cara a partir de segunda, dia 9. A tarifa sofreu um aumento de 6,3%. Isso significa que, um passageiro que usa o metrô duas vezes por dia, 30 dias por mês, passa a gastar R$153 ao invés dos antigos R$144 que gasta até este final de semana. Um aumento de R$9 que deve representar uma diferença significativa para a população de baixa renda.
Se ‘fujo’ para Ponta Grossa, Paraná, minha cidade natal com pouco mais de 300 mil habitantes, a tarifa de ônibus também encareceu. Um aumento de 10%. De R$2 para R$2,20. Um verdadeiro absurdo. Comparativamente, a passagem de ônibus na cidade de São Paulo custa R$2,30 - valor que deve ser manter ao longo de 2009 segungo promessas de campanha do prefeito eleito, Gilberto Kassab. A disparidade está no fato de que São Paulo possui um perímetro urbano de 900 km², em detrimento dos 91 km² de perímetro urbano ponta-grossense malmente atendidos pelo transporte público. Isso, para fazer uma comparação rasa.
Aí, tem-se os acordos ‘politiqueiros’, os interesses diversos e, no caso de São Paulo, a pressão por investimentos maciços em transporte público, na tentativa de amenizar o caos no trânsito. O pedágio urbano (entre regiões metropolitanas) deve ser aprovado em breve. Alguns bons carros devem parar de ciruclar. Mas para onde vai toda essa gente? Temos um sistema de transporte público ineficiente e que não chea a inúmeros pontos da capital e da região metropolitana.
Enquanto isso, escuto o barulho desagradável das obras do metrô embaixo da minha janela ( a promessa de entrega é em 2010), continuo com os ônibus-carregadores-de-brita (sem o menor respeito pelo estômago humano, com raras exceções) e, quando sobra algum, vou a Ponta Grossa e caminho. Me recuso a ceder a alguns A.B.surdos nesta vida. O maior deles, o conformismo.
Velho salário novo
Vou pedir ao presidente Lula-lá para que ele e a D. Marisa vivam por alguns meses com o salário mínimo. Pode ser a partir de amanhã, quando cerca de 21 milhões de trabalhadores brasileiros passam a ganhar uma verdadeira fortuna: R$465 (o equivalente a um jantar para dois no Terraço Itália, por exemplo).
Nosso salário mínimo é uma piada, mas neste momento pouco propício da economia, aumentá-lo póde significar um “quebra-perna” para os pequenos e médios empresários. Isso remete à mais demissões e agravamento ainda maior da recessão. Não sou especialista em economia, mas imagino que meu raciocínio não esteja errado, correto?
Especialistas, por favor!
Notícias sobre o vice
Todos vimos o ex-vice-presidente americano, Dick Cheney, em uma cadeira de rodas no dia da posse de Obama na Casa Branca. Todos sabemos o que aconteceu com ele para estar naquele estado e o desenrolar da carruagem, como diria minha mãe.
Hoje, contudo, procurei notícias sobre o estado de saúde de nosso atual vice-presidente, José Alencar, que passou por uma cirurgia para retirada de um tumor abdominal no último domingo – um procedimento delicadíssimo, que durou horas - e não encontrei absolutamente nada. Nem uma nota informando se ele continua na UTI. Nada.
Não é no mínimo estranha essa lógica do agendamento?
Se alguém tiver informações e puder me fornecer, agradeço.
“Obameter”
Baseado na afirmação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - ”I want you to hold me accountable” – o St. Petersburg Times criou o “Obameter”, um medidor do andamento das promessas de campanha do novo chefe de estado. O contador fez uma lista com mais de 500 promessas de Obama e as atualizações constantes do termômetro mostram a evolução de cada afirmação, classificadas em “em andamento”, “nenhuma ação” e “promessa cumprida”.
Vale conferir a consciência política alheia e tomar como bom exemplo, quem sabe, para avaliar os nossos governos e instituições. É o que costumo chamar de jornalismo de interesse público e de interesse do público. Ambos concentrados em uma mesma ferramenta.
Abaixo, o link para o PolitiFact.com.
Limpeza do Rio
O novo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), resolveu limpar a cidade mais visitada do país de todas as ilegalidades. Começou derrubando mais de 30 construções no bairro dos Bandeirantes, em uma ação que contou com mais de 2 mil pessoas. Prometeu construir um muro de três metros para impedir o crescimento vertical da favela Dona Marta, em Botafogo (os líderes da comunidade afirmam não terem sido consultados pelo ‘alcaide’), e tirou mais de 300 cadeiras ‘ilegais’ da praia de Ipanema.
Paes disse que esta ação será contínua nos seus quatro anos de mandato.
Melhorar a qualidade de vida da população é o mínimo. Mas a qualidade de vida de quem? Para onde vão os que tiveram seus barracos demolidos? Em São Paulo, as demolições na Luz promovidas pelo prefeito Gilberto Kassab fizeram com que a ‘cracolândia’ mudasse para a rua de trás. Quem vive na Rua não se habitua a albergues. Quem mora em barracos no centro não quer casas na periferia. Demolir aqui transfere o problema para acolá e não soluciona. As ONGs locais estimam que mais de 20 mil pessoas perambulem pelas ruas da ‘cidade maravilhosa’… Maravilhosa para quem?
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