Impressões Seresteiras

Da sala de aula…

Publicado em Uncategorized por paulanadal em fevereiro 1, 2011

…no curso de História da Arte, com Rodrigo Naves, a obra dizia:

“A babá amortece a mão do feitor”.

Cálculo Mental

Publicado em Nova Escola, Uncategorized por paulanadal em abril 29, 2010

Matérias publicada em Nova Escola e em Gestão Escolar sobre cálculo mental.

http://revistaescola.abril.com.br/calculo-mental/

Desejar ofende

Publicado em Uncategorized por paulanadal em novembro 13, 2009

 

Logo #Free Geisy, de Jean Takada e Paula Brandão

 

 

A história da loira que assombrava banheiros virou questão nacional. Ela deixou o toilette em um microvestido e alvoroçou os bancos escolares e a mídia nacional.

Jamais esteve em questão o comprimento do vestido da tal Geisy. Queimar mulheres em praça pública é um hábito extinto há pelo menos três séculos. O que se coloca em questão aqui é o discurso totalitário que deixou os alunos da Unibanda em polvorosa. Inadmissível pensar que jovens esclarecidos, dentro de uma instituição de ensino como a UNIVERSIdade – local de exercício das liberdades e da união de diferentes universos – tenham agido como agiram. Inadmissível, também, pensar que a diretoria da universidade decidiu expulsar a aluna ao invés de protegê-la, ao colocar os interesses empresariais à frente dos interesses educacionais.

A falta de bom senso de Geisy não está em pauta – embora só se fale do breguíssimo minivestido pink. O maior crime que a aluna cometeu foi fashion. Nada que não seja visto todos os dias pelas ruas de qualquer cidade ou de qualquer universidade. Não importa o passado da aluna. Sequer importam suas intenções (o “ela queria provocar” que serve para justificar o impensável).

O que motivou a ação brutal dos alunos da Unibanda foi o simples fato de Geisy se mostrar como uma mulher desejante, mas que está em pé de igualdade com relação aos demais, isto é, na condição de quem ‘não deveria ter tempo nem dinheiro para desejar’. Se a loiríssima fosse uma celebrity – e agora caminha para o rumo das celebridades B, C D ou E – ninguém a teria reprimido.

Sabe-se que a grande maioria de estudantes da dita universidade são jovens cujos pais jamais chegaram ao ensino superior. São pessoas que superaram o nível educacional dos pais às custas de algum sacrifício e que, portanto, seguem à risca a lógica de uma ética utilitarista do trabalho: fazer uma universidade para ganhar um salário melhor, abdicando de vários “prazeres da vida”. E é por isso que a presença de uma mulher que almeja mais que a renúncia diária parece uma afronta, capaz de provocar um levante universotário, um levante dos reprimidos.

Geisy mostrou-se desejante ( e foi desejada por vários daqueles alunos, não há dúvidas). Agora precisa levar seu discurso adiante, sem retroceder. Se a falta de bom senso imperar, este é um problema que cabe somente a ela.

Agora, se os discursos totalitários falso-moralistas vierem à tona, é o momento de repensar em que século vivemos. Sem perder o foco que, com certeza, não é o vestido da moçoila.

Sinal de que as discussões feministas estão longe do fim.

*”O meu desejo é o desejo do Outro”. E minha culpa?

Arrivederci

Publicado em Uncategorized por paulanadal em outubro 13, 2009

Vejam “Bastardos Inglórios”, o novo filme do Tarantino.

E aprendam a falar italiano.

Abaixo o trailler, para dar um gostinho.

Um site

Publicado em Uncategorized por paulanadal em janeiro 29, 2009

Para os “psicóticos semi-analíticos”, um site sobre o guru Jacques Lacan: www.lacan.com.

Por aqui é possível acessar textos, artigos, biografia e alguns vídeos do psicanalista, além de acompanhar uma agenda de eventos lacanianos pelo mundo.

Meu medo

Publicado em Uncategorized por paulanadal em janeiro 27, 2009

Hoje quando estava chegando na Abril uma taturana atravessou o meu caminho. Tenho um asco inexplicável de qualquer tipo de lagarta. Vou para o analista. Não tenho condições de escrever nada por aqui.

Se eu fosse a autora de “A Paixão Segundo GH” a minha história seria com uma taturana. Das grandes.

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Igreja com teto de vidro

Publicado em Uncategorized por paulanadal em janeiro 21, 2009

Meu amigo Éder me enviou a frase mais maldosa dos últimos dias. “Era uma igreja muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”. Fiquei sentida pelas pessoas que morreram no acidente. Aí olhei as manchetes dos jornais de hoje e fiquei pensando que os caras são realmente mercenários. Fizeram uma reforma ilegal numa igreja daquele tamanho com uma empresa de fundo de quintal, que nem engenheiro responsável tinha.

Se eu fosse fiel e doasse pelo menos 10% da minha renda para a Bispa Sônia, eu reivindicaria meus direitos. Mas como todo mundo tem teto de vidro, as coisas acabam despencando sobre as cabeças mais dia, menos dia. E quem poderia ir embora, sempre ‘renasce’. A fé cega merece facas mais amoladas.

A seguir, um link para a matéria veiculada na folha de S. Paulo sobre o ocorrido. Para a posteridade. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u492618.shtml

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