Impressões Seresteiras

O Homem Americano da Esquire

Publicado em Jornalismo por paulanadal em abril 7, 2009

Vale a pena ver o vídeo para entender as invenções da Esquire. A capa da edição de maio traz uma brincadeira quase infantil para que o leitor construa o rosto do “homem americano” combinando os retratos recortados de George Clooney, Barack Obama e Justin Timberlake. O resultado é genial.

Para mostrar que ainda temos um longo caminho a percorrer no que diz respeito à arte de se fazer revistas.

“Obameter”

Publicado em Jornalismo, Política por paulanadal em janeiro 23, 2009

Baseado na afirmação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - ”I want you to hold me accountable” – o St. Petersburg Times criou o “Obameter”, um medidor do andamento das promessas de campanha do novo chefe de estado. O contador fez uma lista com mais de 500 promessas de Obama e as atualizações constantes do termômetro mostram a evolução de cada afirmação, classificadas em “em andamento”, “nenhuma ação” e “promessa cumprida”.

Vale conferir a consciência política alheia e tomar como bom exemplo, quem sabe, para avaliar os nossos governos e instituições. É o que costumo chamar de jornalismo de interesse público e de interesse do público. Ambos concentrados em uma mesma ferramenta.

Abaixo, o link para o PolitiFact.com.

http://politifact.com/truth-o-meter/

Santo Obama!

Publicado em Política por paulanadal em janeiro 21, 2009

Vou fazer um escapulário com Santo Obama guardado no compartimentozinho. Reza a lenda que ele aparece em todos os lugares do mundo e enche todos de esperança por onde passa. Típico de qualquer discurso religioso. A posse do presidente-salvador americano mal esfriou e o cara já tem uma crise econômica mundial para resolver, algumas guerras centenárias para apaziguar, um continente perdido ansioso pelo desenvolvimento e a missão de colocar os Estados Unidos novamente no topo dos céus, com trono garantido para a vida eterna, amém.

É fato que os norte-americanos precisavam de uma renovação de forças e Barack Obama parece representar isso. O apoio mundial também deve auxiliá-lo na conturbada gestão. Mas, muito embora Obama seja a partir de hoje o quase-dono do planeta, os problemas são bem maiores que as canetadas do presidente. Não se deve, nem se pode, depositar fé religiosa em um líder político. Basta lembrar que a corrupção política está muito além da corrupção moral ou individual. Mesmo praticada por indivíduos, está embutida nas relações de poder.

Que as preces sejam para que Obama tenha sapiência para promover a integração de povos e religiões que traz em seu nome. Que não seja santo, mas um líder político louvável e um chefe de estado estratégico e ponderado, em prol do ‘utópico’ bem comum. Yes, we can. Can’t we? E dou um beijinho no escapulário antes de dormir embebida na nova febre global.

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