Atividades para trabalhar a noção de tempo histórico
Vídeo gravado no Colégio Oswald de Andrade em São Paulo para o site de Nova Escola
http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/video-atividades-tempo-historico-612181.shtml
Máscaras do tempo
Vou colocar a máscara e fugir do Carnaval. Quem sabe aproveito para reler o Ulysses com a devida atenção ou aprendo mais sobre economia. Posso assistir a um filme B ou jantar em um restaurante chinês na tentativa de bater um papo com o dono do estabelecimento. Posso dormir ou comprar um gato. Quero um museu vazio para admirar uma exposição sem a tradicional falta de respeito de alguns poucos e maus. Vou fazer um bolo de fubá com hortelã que é imbatível. Posso visitar meus amigos. Esses, sim, poucos e bons. Tiro um dia de Amélia e encero o chão do apartamento. Vai ficar um brinco! Resolvo o dilema entre virar jornalista e montar uma banda. No feriado, eu volto a estudar violino. Atualizo minha agenda, com todos aqueles quinhentos contatos imprescindíveis para uma vida feliz na Terra. Quero ver o sol e fazer um piquenique. Vou ouvir Tom e Tim para buscar semelhanças entre eles. Os próximos serão os dias perfeitos para começar a pintar um quadro. Passado o Carnaval começo o regime e volto para a academia – tanto na ginástica física, quanto na mental. Quero o Carnaval de Veneza em minha casa.
Os feriados são bons para se ter a ilusão de resolver o mundo em três dias. Mas, no fundo, não se faz nada. Não há tempo.
- Preciso ler mais sobre os sentidos do tempo em Aristóteles.
Tiro a máscara e corro para a folia. Um curto espaço de tempo onde não há pudor e a moral fica obtusa entre as lantejoulas cintilantes. Ainda bem. Há um ponto de fuga.
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